Não sou muito chegada a frases feitas, a citações, mas às vezes eu me rendo a elas. Agora, por exemplo, tô com vontade de citar Martha Medeiros. Comecei a ler um de seus livros nas idas e voltas do trabalho. Ler dentro de um vagão de trem – território onde funkeiros, pagodeiros, pregadores e vendedores de picolé Moleka convivem numa espantosa harmonia –, está longe de ser uma tarefa simples. Acho que mereço uma medalha por esta minha incrível capacidade de concentração.É da crônica "Feliz Por Nada", que dá nome ao livro, a frase de efeito que eu escolhi: "Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento pra aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto (...)". Soa como autoajuda, né? É um pouco. As crônicas dela têm algum parentesco com o gênero, mas sou tão fã da maneira elegante e delicada com que ela fala do corriqueiro a ponto de quase comover sem ser piegas, que eu acho bonito.
É isso, gente. Não sei vocês, mas eu tenho tirado proveito dos imprevistos. E tô feliz à beça.
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