Farei este mês a minha mudança (quase) definitiva. Vou morar com as lindinhas e queridinhas Camila e Mel. Minha vaga no apartamento corresponde à cota pra negros. Rá! Tô feliz porque estarei perto do trabalho (vou an-dan-do), dos amigos, da civilização. Em contrapartida, estarei longe da casa dos meus pais. Será que eu vou aguentar ficar muitos dias sem ver a Milena? Ok, não tô indo à guerra, mas confesso que a ideia de ficar muitos dias longe dela, dos meus pais e da minha irmã me assusta um pouco. Sou apegada, sim, e daí? Ok, eu já entendi que esse sofrimento (menos, Renata) faz parte. Tô desapegando. É difícil, mas tô conseguindo.
Só fui assistir Simplesmente Complicado ontem; filme interessante, mas que, sem querer desmerecer o roteiro – era só o que faltava (!) – tinha tudo para ser apenas uma "diversão passageira e agradável", conforme li em algum site, não fossem as sempre ótimas atuações de Meryl Streep, Alec Baldwin e L̶e̶s̶l̶i̶e̶ ̶N̶i̶e̶l̶s̶e̶n̶ Steve Martin.
Não viu ainda? Assista. Vale a pena. Tem Meryl Streep no elenco, né, gente? Acho que isso basta. Tá aí um ótimo motivo para alugar o filme.
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Em 2008, Milena e Camile, ambas surdas, fizeram a cirurgia de Implante Coclear, mais conhecida como 'ouvido biônico'. Na época, elas eram amigas de escola e foi uma alegria saber que tinham sido convocadas pelo Hospital das Clínicas de SP para o mesmo dia. Quase três anos se passaram, os progressos vieram e elas estão, cada uma no seu ritmo, descobrindo os sons e aprendendo a falar. Cada reencontro é uma emoção nova. Acho que dá pra notar, né?
É impressão minha ou de repente todo mundo virou fã número um da Amy Winehouse? Ok, gente, ela era uma tremenda artista, tinha um talento inegável, agora o que não dá pra engolir é neguinho pagando de fã sem nunca ter sido. Pra cima de moi? Vcs, hein? Francamente! tsc, tsc, tsc.
Tenho pra mim que a minha sina é ser pra sempre plateia. Tenho talento nenhum pra ser palco. Sou uma plateia atenciosa, interessada, que interage quando é preciso e que aplaude no final, mas como palco eu sou um fiasco.
Minha vidinha é sem graça demais pra prender a atenção. Jogo luz em cima, pulo, sapateio, choro e nada. Esse negócio de sempre bancar a plateia talentosa não tá com nada. Qualquer dia desses, só de raiva, ainda vou dormir no meio do espetáculo.
Metrô Rio: R$3,10 para você viajar mais apertado do que calça de cantor sertanejo, compartilhar vírus com seus colegas de vagão, aguentar o odor alheio que sei lá por que cargas d'água já é triste às 7h (que dirá às 19h) e ser bolinada, de forma intencional ou não. É, minha gente, como diz o Bruno Astuto, "é dura a vida da bailarina". Duríssima!
Costumo me vingar de quem me sacaneia em transporte público. A v̶a̶c̶a̶ mocinha do metrô que empacou na minha frente, entrou toda trabalhada no catwalk e roubou o meu lugar, tá aí e não me deixa mentir. Coloquei a mochila pra frente e deixei distante uns 2 centímetros do rosto dela. Eu era praticamente uma grávida no 11º mês de gestação. Fiquei com a coluna ferrada, criei varizes por ter ficado tanto tempo em pé, mas tô vingada por ter azucrinado a viagem dela.