segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Vida que segue


Fui levar a Milena na escola, coloquei-a no canto da calçada e...

MILA: tia, você me bota no canto porque tem medo de um carro subir a calçada e eu morrer, né?
EU (rindo): se um carro me pegasse e eu morresse, o que você faria?
MILA: eu iria gritar.
EU: e depois?
MILA: eu iria correr.
EU: e depois?
MILA: eu iria sozinha pra escola, ué!



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Morena_Carente entra na sala



A mulher conheceu um irlandês num site de relacionamentos e, segundo ela, a afinidade foi tão grande, tão imediata, que eles falaram em casamento já na primeira conversa. Papo vai, papo vem, o cara disse que viria ao Brasil e perguntou se ela se importaria em largar o trabalho pra casar com ele em maio próximo.

O que ela fez? Disse "tá maluco?"? Não. Saiu do bate-papo na mesma hora? Também não. Achou aquilo normal e foi ao aeroporto encontrar o cara mesmo sem saber o número do voo nem a companhia aérea? LÓGICO!


O homem apareceu? Não. Fez reserva no tal hotel informado no bate-papo? Também não. A moça ficou com cara de tacho ao lado da Astrid e teve que voltar pra casa sozinha e de ônibus na hora do rush? Sim.

Tadinha, mas, porra! Tinha que levar o Tinder tão a sério assim, moça?

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Bad hair day


No comercial da TRESemmé, a Alinne Moraes aparece escondendo o cabelo com um lenço, entrando apressada num salão de beleza e dizendo pra si mesma "não posso ser vista com o cabelo assim". Sabe o que é triste? É eu me dar conta de que o bad hair day dela dá um banho no meu cabelo num dia de esplendor e graça.

Complete as lacunas


Fiz uma provinha pra Milena estudar pro teste de Ciências de hoje. Enquanto respondia às perguntas, malandramente ela pegou o meu celular escondido pra me passar a perna e achar as respostas sem ter de esquentar a cabeça. Fiquei observando à distância pra dar o bote na hora mais apropriada. Quando peguei o celular, vi que ela havia escrito o seguinte no Google: "a --------- fixa a planta ao solo e retira dele a -------- e os ---------". Fiquei com tanta peninha, que desisti da bronca. Só escondi o celular. O Google é milagroso, mas ainda não tem o poder de desvendar o que está por trás dos tracinhos de questões do tipo "complete as lacunas".

sábado, 21 de setembro de 2013

Assento privilegiado


Entrei no ônibus. Todos os assentos estavam ocupados com pelo menos uma pessoa. Sentei lá no fundo ao lado de uma moça. 1 minuto depois, outra moça que ocupava sozinha um dos bancos altos levantou. O banco alto! Aquele da visão panorâmica! Aquele que todo mundo quer! Levantei também. Levantei pra marcar território, levantei pra que ninguém mais se atrevesse a sentar lá, afinal de contas, a janelinha daquele assento alto e com espaço generoso para as pernas já seria minha. Não tinha o que discutir. Levantei (já disse isso, né?), vitoriosa eu me aproximei, aí a moça, finalmente (!)... sentou de novo. Tinha levantado apenas para ajeitar a calça. Voltei derrotada para o outro assento. Ninguém riu. Ninguém apontou pra minha cara. Mas cada um daqueles passageiros, certamente, pensou consigo mesmo uma só coisa: "bem feito". Disso eu não tenho a menor dúvida.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Correspondente internacional


Vejo o Renato Machado no link ao vivo do Bom Dia Brasil (direto de Londres e eternamente sentadinho naquela redação) e me pergunto: se era pra aparecer sempre assim, tinha necessidade de mandar o homem pra lá, gente? Entendo Ilze Scamparini descabelada no Vaticano e só dando plantão quando entra papa, sai papa, morre papa, viaja papa, habemus papa, mas não entendo Renato Machado em Londres. Se mandassem o homem lá pra casa e projetassem uma redação fake num chroma key, aposto que o povo iria acreditar.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Quer um tapa?


Aquele momento em que o garçom magia do bar de tapas vira pra você e diz que ao pedir uma bebida, você tem direito a um tapa e você, maliciosa, segura a risadinha e a vontade de dizer "pode dar na cara, moço!".