quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Numerologia


Núbia de Oliveira. Núbia Óliver. Núbia Óliiver. Quando é que essas subcelebridades entenderão de uma vez por todas que a numerologia não trará de volta a fama de outrora? Minha sugestão para a próxima mudança: Núbia Over.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Coisa da idade

Você sabe que envelheceu quando vai ao ortopedista e...
EU: sinto umas dores chatinhas nos joelhos.
ORTOPEDISTA: você torceu os joelhos assim?
EU: não.
ORTOPEDISTA: dói quando eu aperto assim?
EU: dói.
ORTOPEDISTA: e assim?
EU: também.
ORTOPEDISTA: caiu de moto?
EU: não.
ORTOPEDISTA: sofreu algum outro tipo de acidente ou levou um tombo recentemente?
EU: também não.
ORTOPEDISTA: parece ser uma lesão no menisco.
EU: é?
ORTOPEDISTA: é degenerativo. É coisa da idade, mesmo.


Coisa da idade. COISA DA IDADE. Coi-sa-da-i-da-de. Coisa da idade-e-e-e-e...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Tutorial de como usar banheiro químico

TurboSquid: http://goo.gl/7AXomX FB

O Youtube está cheio de tutoriais de maquiagem. É tutorial de maquiagem para o Carnaval, de maquiagem para casamento, para votar nas eleições, para trabalhar nas quartas-feiras de setembro, para ir a enterro, à academia, à padaria, para buscar o filho na escola, dar um pulo ali, no mercado, e aproveitar a promoção da Qualy, para ficar na sala vendo TV, enfim, para tudo. É só entrar no site e buscar um tutorial de maquiagem para uma ocasião qualquer.
Se fossem mais espertas, ao invés de produzirem mais do mesmo, essas pessoas fariam um vídeo que, verdadeiramente, faz falta na vida de muita gente: um tutorial de como usar um banheiro químico. Pergunta se tem algum lá. Não tem, o que é um tremendo absurdo. Mas por que um tutorial de como usar um banheiro químico poderia ser tão útil? Apresentarei aqui exemplos de questões que poderiam ser respondidas por um especialista no assunto. Ei-las:
Como usar um banheiro químico sem perder o equilíbrio?
Paredes de um banheiro químico: podemos confiar? Quais partes podem ser tocadas?
No escurinho da cabine: as técnicas de como acertar o alvo são mesmo infalíveis?
Vontade louca de fazer xixi x banheiro químico em condições degradantes de uso: o que fazer?
Como usar um banheiro químico e confiar no trinco sem medo de ficar preso para sempre ali dentro e, sem escolha, ter de se alimentar com um rolo de papel higiênico de procedência duvidosa?
Esta última é a questão cuja resposta eu mais busco. Todas as festas que têm banheiros químicos me deixam num terrível dilema: devo trancar e seja o que Deus quiser ou é mais prudente correr o risco de ser pega com a calça na mão? Sinceramente não sei o que é mais seguro. Só sei que eu morro de medo de ficar presa, pedir socorro e ter meus gritos abafados pelo som da festa.
Banheiro químico é banheiro químico em qualquer lugar, seja no Palácio de Buckingham, seja no Cordão da Bola Preta, e não há argumento que me faça pensar diferente. Esteja onde estiver, um banheiro químico vai sempre me trazer os mesmos questionamentos e receios.
Os vídeos relacionados do tutorial de como usar um banheiro químico poderiam ser de tutoriais de como usar o banheiro de um avião no meio de uma turbulência e de como ir, sem medo, ao banheiro de um ônibus de viagem que tem de passar por estradas mal conservadas, mas esses são papos para outras crônicas.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Choque de gerações



MILA: Tia, quando você era criança, o que você fazia pra assistir filme?
EU: Eu via na televisão ou no cinema.
MILA: Ah...
EU: Não tinha como ver do computador.
MILA: Eu sei.
EU: Ah, a gente também pegava na videolocadora.
MILA: O que é isso?
EU: Hahhahahaha
MILA: Ué, tá rindo de quê? Eu não sou da sua época!

PÁ! CRAAAASH! POW!

Não sou da sua época

Listas 20 minutos  FB

MILA: Tia, quando você era criança, o que você fazia pra assistir filme?
EU: Eu via na televisão ou no cinema.
MILA: Ah...
EU: Não tinha como ver do computador.
MILA: Eu sei.
EU: Ah, a gente também pegava na videolocadora.
MILA: O que é isso?
EU: Hahhahahaha
MILA: Ué, tá rindo de quê? Eu não sou da sua época!

PÁ! CRAAAASH! POW!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Teste ergométrico

EXRX FB
O que eu pensei durante o teste ergométrico: "legal, até que tô aguentando bem. Tô melhor do que eu imaginava. Tô aqui há... o quê? 5 minutos, mais ou menos? É, deve ser isso. Bacana. Bom, agora acho que já tá bom. Vou parar antes que eu caia da esteira. Tô exausta".
O que eu ouvi do cara que me monitorou durante o teste ergométrico: "já?! Você está há muito tempo parada, né?"

Mal sabe ele que a última vez que eu me exercitei sério foi nas aulas de educação física... da oitava série.

Te pego na curva

Photobucket: http://goo.gl/C9SX98  FB

Num boteco perto da minha casa, sentadas à mesa, três senhorinhas conversavam. No centro, uma garrafa de Skol. Na direção de cada uma delas, um copo devidamente abastecido. Duas delas estavam de costas para mim. A que estava sentada de frente, cujo rosto eu podia ver, gesticulava muito. Era exagerada de um jeito maravilhoso. Quanto mais eu me aproximava, mais largos os seus movimentos pareciam ser.

Passei pelo trio e tudo o que eu fui capaz de ouvir foi o seguinte: “se ela passasse por aqui agora, eu caía no pau com ela”. A vontade que deu foi de fingir que meu tênis tinha desamarrado. Eu só precisava de um bom motivo que justificasse uma parada repentina e estratégica ali, perto delas, mas, lamentavelmente, nem de tênis eu estava. Desolada, segui meu caminho sem saber o motivo daquela indignação toda e que a cervejinha, certamente, ajudou a botar para fora.
Ouvi uma frase fora de seu contexto e que sugere inúmeras interpretações. Também não sei quem será a receptora da porrada. Wanda? Dalva? Marlene? Odete? Jamais saberei seu nome. Não sei idade, estado civil, que tipo de relação tem com a senhorinha indignada, onde mora, do que vive, nada. Só sei que é uma mulher.
Depois de anos dedicados à prática de ouvir histórias de desconhecidos na rua, poucas vezes eu fiquei tão frustrada por não saber quem são os envolvidos e por que viraram assunto de alguém. Aprimorei técnicas, testei os limites da minha audição, desenvolvi formas de contar as histórias, mas, desta vez, nada disso teve serventia.
A fim de acalmar o meu coração, peço que me enviem relatos de mulheres que, nas próximas semanas, forem pegas na curva. Tenho muitas perguntas para fazer a quem cair no pau com uma senhorinha braba, gordinha, de óculos, cabelo acaju, movimentos largos e que curte tomar uma Skol com as amigas.