terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Senhores passageiros
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Tulla Luana me inveja
Morro de vergonha das coisas que escrevo. Tenho medo de ser cansativa, chata, fútil, patética e do que as pessoas vão pensar, se é que elas perderão tempo lendo as minhas bobagens. Bom, mas eu resolvi escrever assim mesmo. Acho que eu não tenho o direito de reclamar de 2010. Ok, não enriqueci, não aprendi a dirigir e não recebi proposta (s) de casamento. Sequer acabei de pagar o meu cartão de crédito. Em compensação, ganhei um emprego legal, novos amigos de infância que, certamente, levarei para a vida toda, preservei e fortaleci antigas amizades e estive com a minha família mais do que nunca.
Ano que vem eu quero aprender a ser mais sofisticada, menos estabanada (andar sem tropeçar é quase um sonho) e não ter pena de gastar dinheiro. Quero ser menos ingênua (juro que eu sou um pouquinho), ter autoestima elevada, aprender a ser sucinta (saca só o tamanho deste post), dar conta de ver todos os links salvos nos favoritos, começar uma pós-graduação e dar um fim ao meu inglês macarrônico.
Pretendo me entender definitivamente com o meu cabelo, ter uma religião, ler mais livros, não me importar tanto com a opinião alheia, ter de cor todas as regras da reforma ortográfica, entender de uma vez por todas o que é impedimento no futebol e encher o meu pai de orgulho, fazer uma viagem incrível (eu só conheço o sudeste brasileiro, gente!) e, entre outras coisas, atualizar o blog. A troco de quê? Ainda não sei. Um dia eu descubro.
Em 2011, eu vou me tornar uma balzaquiana e isso tem muita importância para mim. Não sofro tanto quanto eu costumo dizer, mas sou um pouco frustrada por estar perto dos 30 e não ter realizado metade das coisas planejadas para os 25 anos. A era balzaca está aí, já batendo a porta, e eu não me preparei para isso.
Quer saber? Que venha a nova idade. Não sei se muita coisa mudará daqui até lá – sem querer ser pessimista, pelo andar da carruagem, acho pouco provável que algo extraordinário aconteça –, mas, mesmo assim, não quero passar em branco pela data. Sou avessa a comemorações, mas decidi abrir uma exceção. Quero fazer dos meus 30 anos uma espécie de rito de passagem. Vai que as coisas começam a acontecer, né? Nunca se sabe. Está decidido, então: estou pronta para o baile.
Corre o pano.
Feliz 2011!domingo, 26 de dezembro de 2010
O que houve?
Só uma pessoa muito sem noção como eu é capaz de fazer este tipo de coisa:
EU: nossa, você tá destruído hoje, né?
COLEGA DO TRABALHO: não.
EU: tá cansado?
COLEGA DO TRABALHO: não.
EU: Dormiu pouco?
COLEGA DE TRABALHO: não.
EU: tá gripado?
COLEGA DE TRABALHO: também não.
Resumindo: a pessoa estava ótima, mas eu consegui acabar com o dia dela.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Renata who?
Do Orkut (de onde?) direto para o blog. Sim, eu aproveito textos antigos, tá?**
Fui uma criança feliz à beça e uma adolescente complicada (qual não é?). Odiava a minha altura (hoje eu adoro) e o meu cabelo (continuo odiando). Outro dia ouvi uma frase doida e ótima ao mesmo tempo que pode ser aplicada a mim: “ela tem tanto cabelo, mas tanto cabelo, que se tirar a metade ainda fica com o triplo”. Hoje, eu sou uma adulta com algumas crises, uma delas por conta da minha idade. Ok, ok, eu ainda sou nova (?), mas o peso dos 30 já me assombra há algum tempo. Eu sou uma pré-balzaca, caramba!
Moro com meus pais, minha irmã e minha sobrinha (a favorita, talvez por ser a única). Tenho uma relação ótima com eles. Eu sou o meu pai de saia; somos iguais, mas só fisicamente. O resto fica por conta da minha mãe. Somos tão parecidas, que eu tenho certeza de que serei exatamente igual a ela quando eu tiver os meus filhos. Somos esquentadas, nossas vozes ao telefone ainda confundem muita gente e somos cancerianas típicas (se você não sabe o que isto significa, consulte o horóscopo). Minha irmã é minha cúmplice e eu invejo a sua calma.
Ah, sim, eu e a Giselle Bündchen temos algo em comum. Nós duas medimos 1.79m. Nem preciso dizer que a semelhança para por aí, né?
Não tenho um peso certo. É bem oscilante. Varia de 61 a 62,5 kg, mas o meu sonho é chegar aos 60. Eu juro que não sou paranoica. Juro! Só um pouquinho, talvez... O fato é que eu e a Marta Rocha sabemos a importância de ter duas polegadas a menos. Vamos combinar também que achar necessário perder 1 ou 2 kg é absolutamente normal. Praticamente uma condição feminina.
Descobri com a Martha Medeiros que, assim como ela, eu me enquadro perfeitamente na categoria mulher banana. Na Ceasa em que se transformou este país, prefiro ser banana. Vou morrer sem dinheiro e rica em potássio. Além disso, a mulher banana acredita que ser elegante vale mais que ser ordinária. Ponto pra Martha Medeiros!
Sou praticamente a Monica de Friends. Minha mania de organização chega a ser irritante. Odeio coisas fora do lugar. Com criança em casa, isso é praticamente impossível. Saio catando tudo o que a Milena vai deixando pelo caminho embora eu saiba que em 3 minutos ela é capaz de fazer uma bagunça ainda maior. Bom, mas eu já entendi que o melhor é esperar que ela durma para arrumar tudo, mesmo sabendo que ver as coisas fora do lugar e não fazer nada exige de mim um autocontrole fora do comum.
Torço para o Fluminense, para a Portela e acho fundamental ter consciência social e ecológica. Queria ser mais sofisticada e menos insegura. Tenho medo de barata e da Gretchen. Acredito na lei da atração e não acredito em fidelidade masculina. Pessoas leais ganham pontos comigo. Odeio gente que me quer só para plateia, que só fala e não me escuta. Eu quero dividir o palco, pô!
Se você fala ou escreve "menas", "esteje", "seje" ou qualquer coisa do tipo, é melhor nem tentar entrar em contato. Eu não me acho o máximo e sei que não sou a última bolacha do pacote, mas se quiser alguma aproximação, por favor, saiba falar e escrever direito. É o mínimo. Posso tomar como ofensa alguns crimes contra a língua portuguesa. Sim, eu sou do tipo que procura erros do gênero. É quase um TOC. Ah, nem adianta me chamar pra beber. Motivo: tenho paladar infantil. Agora se rolar refrigerante...
Sem mais delongas: sou isso tudo e mais um pouco. Normal, né? Agora fica a dúvida: será que alguém leu isso?
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Quero ser Carrie Bradshaw

segunda-feira, 27 de julho de 2009
Meio palco, meio plateia

Vi muitas bobagens, mas também vi coisas bem legais por aqui. Acho que isso me entusiasmou e me fez ver que um blog pode sim ser um canal bacana. Não sei em qual dos modelos eu me enquadro, mas resolvi correr o risco.
Primeira barreira: a criação do título, tarefa que jogou por terra todas as minhas esperanças de me tornar alguém realmente original. Todos os mais criativos já existiam! Fiquei frustradíssima. Além disso, tem ainda a vergonha de divulgar sem parecer patética e tudo aquilo que sempre abominei. Pensando bem, desconsidero esta possibilidade, embora o barato seja escrever e esperar que alguém leia, goste, critique, opine. O retorno parece bom, mas a ideia de divulgar algo tão despretensioso e sem conteúdo técnico, rico, culto, sofisticado ou qualquer coisa que valha é, a meu ver, um tanto desestimulante.
Não tenho a intenção de parecer interessante, inteligente, tampouco tenho pretensões profissionais, mas acho que um blog pode funcionar com uma válvula de escape, um canal para que eu fale o que der vontade. Acho pouco provável que alguém se interesse em me acompanhar, mas aí a história é outra e quando eu tiver paciência, explicarei com calma (para quem mesmo, hein?).
Enfim, a estreia. Agora faço parte dessa massa que faz com gosto seu monólogo mesmo diante de uma plateia vazia. O que vale é a ilusão da quarta parede lotada.
Até!
PS: Estou me adaptando às novas regras ortográficas, ok? Ainda não sei todas de cor e estou sem pressa para isso.

