quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

E agora?


Quase 3 horas parada no engarrafamento. Nenhum vendedor ambulante. Nenhum chocolatinho perdido na bolsa. Nenhuma loja aberta pra eu descer rapidinho e comprar alguma coisa pra comer. Já tô estudando a possibilidade de dar umas lambidas na pasta de dente.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A história da quase queda do celular



Sabe aquele espaço do ônibus reservado para cadeirantes? Na falta de um assento livre e de um passageiro deficiente físico, as pessoas costumam ficar paradinhas ali. Foi o que fez uma mulher. Ela ficou levemente encostada na janela, que tinha uma abertura pequena, mas grande o bastante para que o celular que ela carregava no bolso de trás da calça caísse na rua.

Um senhorzinho sentado no banco logo atrás desse espaço a chamou e aconselhou que ela o guardasse em um lugar mais seguro. Primeiro, a mulher fez uma cara de espanto. Certamente se deu conta do prejuízo que teria, não fosse o alerta daquele senhorzinho tão gente boa. Depois o agradeceu. Mais um pouco ela teria feito coraçãozinho de mão pra ele.

Bonitinho, fofo, gentil, preocupado... Não tenho dúvida de nada disso. Só não entendi até agora por que ele ficou uma meia hora falando sobre as 700 possíveis formas de o celular cair pelo vão da janela, sobre o prejuízo que ela teria se o perdesse, sobre a importância de ele ter dado o toque... Enfim, começou e não tinha hora pra parar. A mulher até desistiu do "aham" e ficou só concordando com a cabeça. Algumas vezes, nem isso fazia mais.

Foi puxado aguentar esse papo naquele engarrafamento sem fim da volta pra casa, viu? Por muito pouco eu não dei um tapinha nas costas dele e disse: "tá ótimo, tio, tá ótimo. Foi lindo, foi bacana, mas agora chega, tá?".

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Serão os livros kamikazes?


Tá na timeline: "toda vez que você assiste ao BBB, um livro comete o suicíHAHAHAHAHAHAHAHAH

Ai, gente... É capaz de um livro cometer o suicídio (rs) por estar desapontado com vocês, que apesar de anos dedicados à leitura ininterrupta, continuam escrevendo mal pra cacete. Isso sim é motivo pra um livro dar cabo da própria vida literária. Vocês não têm coração mesmo, hein? Tsc.



domingo, 12 de janeiro de 2014

Barriga linda


Trabalhei numa empresa que tinha uma moça que, certa vez, postou uma foto no Facebook com a seguinte legenda: "a piscina é de plástico, mas minha barriga é linda". Não lembro quem foi o responsável por levar o post dela ao meu setor. Só sei que essa foi a deixa pra minha panelinha de amigos batizá-la secretamente como "barriga linda". 

Depois desse dia, nós só nos referíamos a ela assim, nunca pelo nome, que até hoje eu não sei qual é. "Barriga linda" virou até ponto de referência. Na hora do almoço, por exemplo, pra nos acharmos, trocávamos mensagens do tipo "tô sentada perto da 'barriga linda'. Desce logo!". Nas festas de fim de ano, "barriga linda" provava que era muito mais do que uma "barriga linda". Levava o shortinho na bolsa, trocava na empresa e na hora da confraternização, rebolava até o chão. "Barriga linda" era uma mulher livre e feliz. 

Sempre que o calor chega e as piscinas de plástico invadem os quintais suburbanos, lembro dela, que uma hora dessas deve estar aí exibindo sua barriga linda pra quem quiser ver e invejar.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Que Mário?


Idade mental: dar uma risadinha ao ouvir a pessoa sentada ao seu lado no ônibus dizer "que Mário?" numa conversa pelo celular.

Assim não tem condição, Renata. Sinceramente... Volte 5 casas.


Stephanie Caroline


Todo o meu carinho e admiração à Stephanie Caroline, a simpática operadora de telemarketing da NET que me ligou agora há pouco e que encheu o peito pra dizer que se chama Stephanie Caroline. É isso aí, Stephanie Caroline! No seu lugar, eu fraquejaria.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dramas de um canhoto


Eu gostaria de ser ambidestra pra nunca ter problema com maçanetas, abridores de lata, carteiras escolares e, principalmente, pra conseguir pintar as unhas da mão esquerda tão bem quanto eu pinto as da direita. Como não sou, uma mão fica divina e a outra parece ter sido pintada às pressas por uma criança de 3 anos, dentro de um barco e durante uma tempestade em alto-mar.