Se meu filho este menino fosse, ele poderia espernear o quanto quisesse, que eu não o deixaria levar este Patati (ou Patatá, vai saber!) do tamanho dele pra rua nem por um cacete! Pra quê? Pra ele, em 5 minutos, enjoar de segurar e eu ter de carregar esta merda pra lá e pra cá? Ah, sai fora!
sábado, 16 de março de 2013
sexta-feira, 15 de março de 2013
Ela não anda; ela desfila
Grazi era minha colega de trabalho. Quase amiga. Trabalhávamos na mesma Central de Atendimento e vivíamos rindo e nos lamentando daquela vida de operadoras de telemarketing que levávamos. Grazi era lindíssima. Sabe aquele tipo de mulher que a gente vê na rua e diz pra si mesmo: "puta que pariu, que mulher gata!"? Assim era a Grazi. Era linda nível Débora Nascimento. Assim como a atriz, era morena, tinha olhos verdes, cabelos cacheados e era alta. Sim, até o único atributo que, volta e meia, eu me valho, Grazi tinha: era tão alta quanto eu.
Sentávamos lado a lado, íamos lanchar juntas e descíamos pra ir embora também juntas. Eu, obviamente, era ofuscadíssima o tempo todo por aquela mulher linda e que sabia o poder que tinha.
Um dia, Grazi disse "bora dar um pulo lá no Saara?". Foi a minha primeira caminhada ao lado dela fora do ambiente de trabalho. Meu Deus, como eu fui humilhada aquele dia... Eu era um nada ao lado de Grazi e ela, certamente, sabia que eu cumpria bem o papel de amiga feia. Homem nenhum perdeu tempo olhando pra mim. Estavam muito ocupados admirando-a. Ela, lógico, fingia não notar todo o alvoroço que provocava. Não que eu fizesse muita questão de ser notada no Saara, mas se nem lá nego olhava pra mim, era sinal de que a coisa estava mesmo muito feia pro meu lado.
Foram 3 ou 4 meses assim. Um dia, Grazi resolveu voltar pra Recife. Falei, não? Ela era de lá. Achei uma pena porque apesar de me humilhar, ela era fofa e engraçada. Em compensação, hoje em dia, quando vou ao Saara, não tem pra ninguém. Faço o maior sucesso.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Como é que é, hein?
Puxar a cordinha do ônibus, vê-lo parar no seu ponto, ficar esperando a porta abrir, se irritar com a demora, lançar um olhar de ódio para o motorista, que a observa pelo retrovisor, fechar a cara pra ele como quem quer dizer "como é que é, hein, meu amigo? Vai abrir ou não vai?" e notar que dois ou três passageiros, certamente há uma eternidade, tentam te avisar que a saída é pela porta de trás e não pela de cadeirantes, que é onde você está há horas plantada.
domingo, 10 de março de 2013
Marco Feliciano
Sobre a polêmica envolvendo o Marco Feliciano, o que mais tem me assustado é o apoio que ele tem recebido pelo simples fato de ser pastor. Há quem pense assim: se é pastor, farei vista grossa, não o criticarei pelas barbaridades que diz e terá, por isso, o meu apoio.
E daí que aquele vídeo que veio à tona mostra ele abusando e explorando a fé alheia? E daí que ele, como um líder religioso, ao invés de agregar, só segrega? Ah, bobagem, né? Ele é pastor, ora! ¬¬ Nem vou entrar no mérito da laicidade do Estado porque isso nunca deveria ser esquecido e vocês já estão carecas de saber.
Ainda bem que nem todos os evangélicos pensam assim. Prova disso é o grupo que se manifestou recentemente dizendo que o pastor Marco Feliciano, definitivamente, não o representa. Um sopro de sensatez e de esperança que mostra que nem tudo está perdido.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Prenúncio de desgraça
A musiquinha do plantão da Globo desperta em mim um mix de pavor e curiosidade. Não sou a única, eu sei, mas duvido que alguém tenha sido tão patético por causa dela quanto eu fui certa vez.
Eu tinha uns 13 anos e estava sozinha em casa. Deixei a tevê do quarto ligada e fui até a cozinha preparar um suco. De lá, ouvi aquele que é o prenúncio de desgraça. Apavorada e curiosa, saí em disparada, com copo e tudo, rumo ao quarto pra saber que merda tinha acontecido. Só que a merda aconteceu ali mesmo, em casa. Entrei no corredor, dei com o pé na entrada do quarto anterior ao meu, caí pra um lado e o copo com suco, pro outro. Pergunta se eu levantei. Levantei nada! Fiquei ali no chão, quietinha, esperando a notícia. Aí me entra Lílian Wite Fibe com uma nota qualquer de Brasília que, pra mim, não tinha tanta importância assim. Não pra vir no plantão. Levantei toda ralada, com vergonha de mim mesma, peguei um baldinho e limpei a sujeira do chão. Fiquei tão puta, que desisti do suco.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Espanta chato
Eu não deveria, mas vou compartilhar com vocês a técnica que consiste em fingir falar ao celular e não ser abordado por gente chata e inconveniente. São 6 passos:
1 - Não basta encostar o aparelho na orelha. Ninguém se engana com quem subitamente pega o celular, engata uma conversa, mas não consegue disfarçar a tensão. Relaxe.
2 - Certifique-se de que o aparelho está no modo silencioso. Vai que alguém resolve te ligar durante a encenação, né? Se ligar, finja com muita naturalidade que a ligação caiu sem você notar e que a pessoa está apenas retornando. Mas, atenção: ao atender, fale como se estivesse dando continuidade ao papo. Quem tiver ligado não vai entender, óbvio. Explique-se depois.
3 - Braços colados no corpo? Nem pensar! Gesticule. Gesticule muito! Quanto mais movimentos você fizer, mais convincente será. Expressão corporal é tudo.
4 - Diga frases, mas as interrompa no meio. Faça pausas pra fingir que a pessoa do outro lado está dizendo algo e depois volte a falar. Exemplo: "pois é, eu liguei pra ele, mas a tia Consue... hã?... não, não. O negó... negó... exat... Eu falei exatamente isso!"
5 - O olhar deve estar sempre distante. Você pode até encarar a pessoa chata em algum momento e sussurrar "falo com você depois!", mas o olhar deve se manter perdido.
6 - Conseguiu se livrar do chato? Parabéns! Ok, a operação foi um sucesso, mas tenha a decência de finalizá-la dignamente. Como? Despeça-se. Mesmo se estiver sozinho, despeça-se. Exemplo: "Então tá bom... Tá bom [sorriso na voz]... Pode deixar, qualquer dia eu dou um pulo aí. Outro (beijo)! Tchau."
sábado, 2 de março de 2013
Curso de Datilografia
Esta semana, por acaso, eu e a Lorena descobrimos que fomos alunas do mesmo curso de datilografia, só que em anos diferentes. Eu fiz quando tinha 10 ou 11 anos e era colega de turma da minha mãe e da Ana Paula, minha prima.
Esta foi uma das experiências mais traumáticas das nossas vidas. Dona Arminda, uma mulher mal humorada e rígida além da conta, era quem dava as aulas. Ela era tão má, que quando a gente errava, faltava dar na nossa cara. Olhar pro lado? Nem pensar! O método Arminda de ensino era de fazer inveja a muitas escolas britânicas. Não sei como eu nunca me mijei em sala de aula de tanto medo. Lorena, coitada, disse que a escrota da Arminda, sabe-se lá por que, gostava de deixá-la no sol, enquanto o primo dela era estranhamente paparicado.
Resolvi falar dessa professora hoje com a minha mãe e quase tivemos uma síncope de tanto rir com as lembranças daquela época. Ela disse que era obrigada a teclar cada letra com um dedinho, mas era tão ruim, que via os outros alunos evoluindo e passando para palavras, frases e textos enquanto ela ficava pra trás tentando domar o mindinho e fazê-lo teclar a letra “a”. Ela ainda pagou um pouco mais pra ter o direito de usar a máquina elétrica, mas de nada adiantou. Era a mesma desgraça.
Arminda gritava, a nossa mão tremia e a cagada ia pro papel. Cansada de ser tão humilhada, pedi pra me livrar daquela tortura. Minha mãe também nunca mais voltou. Ana Paula e Lorena, apesar de também odiarem a véia Arminda, concluíram o curso. Acho até que elas devem ter perdido as falangetas por terem se submetido àqueles milhões de toques por minuto. Mas hoje, certamente, elas devem ser disputadíssimas no mercado de trabalho por terem esta incrível habilidade no currículo.
Assinar:
Postagens (Atom)






